sábado, 27 de dezembro de 2008

" Em um momento pensei ter visto a Lua, em outro era um passaro de prata, que refletia uma luz vinda de lugar nenhum. Pai, olha o passaro de prata."

Big Brother

Clube da Mafalda!

Florianopolis canta!

Para os interessados em conhecer, entre no link!! 'E uma mistura de musica boa brasileira ^^

www.felixfonica.com.br

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

“What Shall We Do Now?”

What shall we use to fill the empty spaces?
Where waves of hunger roar?
Shall we set out across the sea of faces
In search of more and more applause?
Shall we buy a new guitar?
Shall we drive a more powerful car?
Shall we work straight through the night?
Shall we get into fights?
Leave the lights on?

Drop bombs?
Do tours of the east?
Contract diseases?
Bury bones?
Break up homes?
Send flowers by phone?
Take to drink?
Go to shrinks?
Give up meat?

Rarely sleep?
Keep people as pets?
Train dogs?
Race rats?
Fill the attic with cash?
Bury treasure?
Store up leisure?
But never relax at all
With our backs to the wall.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Olhos Nos Olhos

Chico Buarque

Quando você me deixou, meu bem

Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

E que venho até remoçando
Me pego cantando, sem mais, nem por quê
Tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você

Quando talvez precisar de mim
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos
Quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz

O AMOR SEGUNDO SOPHIA, A MOSCA TELEPATA

Não pude evitar aquele aperto no peito ao digitar: quanto tempo vive uma mosca? A resposta que o Google me daria, não era uma novidade. Nem para mim, nem para ela. Nada poderia ser feito. Mais um ou dois dias e pronto. Tudo estaria acabado. Suavemente, ela pousou na ponta do meu nariz. Olhou dentro dos meus olhos e disse o que havia para ser dito - e esse foi o nosso impossível abraço de despedida.

Sei, não é certo começar uma história pelo fim. Talvez vocês queiram saber como eu me apaixonei por uma mosca. Querem? Ou talvez estejam me achando um lunático nojento. Acham? Foi numa tarde de domingo...

Eu estava deitado no sofá da sala. Lia o último livro do Marcelo Rubens Paiva, a segunda vez que te conheci, quando Sophia (naquela ocasião ela ainda não se chamava Sophia) pousou na página x, bem em cima da palavra 'amor'. Sem me incomodar, dei uma sacudida no livro para espantá-la e voltei à leitura. Em poucos segundos, a mosca voltou a pousar sobre o livro. Bem em cima da palavra 'amor'.

Minha reação? Fechar o livro do Rubens Paiva com força e esmagar a mosquinha petulante. Por sorte, ela foi mais rápida e escapou de uma morte horrorosa e prematura. Não tardou e ela voltou. Em cima da palavra 'amor'.

- Por favor, não me esmague...

A televisão estava desligada. O rádio estava desligado. De onde teria vindo aquele som?

- Sou eu. Eu preciso falar com você. Não se assuste, não me mate.

Na verdade, não era um som. Mas algo que eu só podia ouvir dentro da minha cabeça, uma mensagem enviada, por telepatia, pela mosca pousada sobre a palavra 'amor' do livro do Marcelo Rubens Paiva. ' O que a solidão não faz com a gente?', pensei.

- Venho te observando há dias. Te seguindo pela casa, pousando no seu ombro, te vendo dormir. Desculpe, tô apaixonada.

Eu, mergulhado no oceano do absurdo, me deixei levar pela mosca. Eu queria explicações. Ela dizia que o amor é inexplicável. Eu queria lógica. Ela dizia que o amor é sonho. Eu tinha os pés no chão. Ela sabia voar. Eu tinha mais de 30 anos, ela 18 dias.

Depois, conversamos. Uma conversa de homem pra mosca e de mosca pra homem. Decidimos que ela se chamaria Sophia - assim nosso diálogo ficaria mais realista. Para forçar intimidade, coloquei um disco do Raul Seixas. Ela se sentiu ofendida. Falou que 'eu sou a mosca que pousou na sua sopa era óbvio demais'. Sophia gostava mesmo era do Los Hermanos, disse que tinha aprendido comigo.

Sophia começou a me acompanhar. Assistia televisão ao meu lado. Era fã dos Simpsons e gostava de futebol (embora não torcesse especificamente por ninguém). De noite, pousava sobre o meu travesseiro. Me contava histórias do seu mundo, fofocas de mosca. Inocentes e divertidas. Ah, ela também leu comigo o livro do Rubens Paiva.

Um dia, convidei Sophia para ir ao cinema. Ela teve medo, mas aceitou (sentia-se protegida ao meu lado ou pousada no meu ombro).

Na fila do cinema, uma mulher me cutucou pelas costas:

- Tem uma mosca no seu ombro?
- Qual o problema? Vai cuidar da sua vida, sua ridícula!

Sophia riu com a minha reação. Ah, adoramos o filme Vick Cristina Barcelona, do Woody Allen. Gênio.

Em casa, jogávamos xadrez. Sophia sobrevoava o tabuleiro, pousando na peça que deveria ser mexida e no quadradinho que seria ocupado por ela. Ganhou de mim umas três ou quatro vezes.

Com o passar dos dias, nossas conversas ficaram mais filosóficas. Por que, eu seria um humano? Por que, ela era um inseto. Sophia tinha uma teoria. Dizia que na primeira encarnação, a gente nascia inseto; na segunda, vinha em forma de peixe; na terceira, era um animal selvagem; na quarta; um cachorro ou um gato; na quinta, um ser humano. "São seis reencarnações. Na última, a gente vem como pedra."

O amor é finito. Sophia morreu ontem. De morte natural, sobre a letra 'A' do meu computador. Agora, ela já deve ser um peixinho. Amanhã, serei uma pedra.

Gilberto Amendola, 33, é jornalista e escreve no Haja Saco às quintas-feiras


http://hajasaco.zip.net/

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Monalisa overdrive

A vida só vale a pena , se você vivê-la da forma que acha certo.
Veja. Agora, aqui estou . Num bom bar de Jazz. Com o Du. Bebendo cerveja.

Estamos falando coisas estúpidas sobre a vida, enquanto o batera faz um solo incrível!!! Bem. Estamos escrevendo também. (os últimos textos) Curtindo a vida adoidado!!

Não tem fotos. Quando a gente curte mesmo, esquece de tirar foto. A gente não tem de provar nada para ninguém!

Dauv kun ik leg wat va leven !! (Acho que é isso)
Garranchos ilegíveis de um bêbado alheio. Ele esperou eu ir no banheiro e escreveu.

Du: "A cerveja é a prova que Deus nos ama e nos quer felizes!"
Concordo.

I was used to be a such good person. I didn't like beer...

Eu beijei o garçon na bochecha. Lindo!! Pele macia........
Ele deu um sorrizinho de sem graça e agradeceu. x) Clímax........

Rebate que bate que é bom

-Luna
-O quê?
-Tô com um problema.
-Ótimo! Qual?
- Não consigo discernir as coisas.
-Isso é normal Du.
-...
-Tá. Fala.
-Nós estamos fazendo sexo?
-Depende.
-A... Do quê?
-Nós não estamos ao menos nos tocando.
-A...
-Du?
-oi?
-Du, Vc ta bem?
-Perai, ta na melhor parte! Num ta sentindo?
-Ta lento.
-ta no ritmo!

CLIMAX
s. m.,
o ponto culminante;
gradação, escala;
o grau máximo do desenvolvimento de qualquer fenómeno;
Cin., Teat.,
gradação ascendente de uma acção dramática;
o momento decisivo da acção.

-Yahoo!
-Yes!Yes!
-Genial.
-Quero mais Du.
-Pera Luna é só um intervalo.
-Já cansou?
-Jamais.

CERVEJAS

do Lat. cerevísia


s. m.,
bebida fermentada feita de lúpulo e cevada, ou outros cereais.


-Du. Qual é o problema?
- A mulher tá nos olhando estranho.
-E daí!? Não estamos fazendo nada proibído
-Eu sei.
-Sabe?
-Não.
-Qual é o problema?
-O que foi aquilo?
-A melhor coisa que já fizemos juntos.
-Foi...

BÊBADOS

bêbedo

do Lat. bibitu


s. m.,
o que tem o vício da embriaguez;
biltre, patife;

adj.,
embriagado, estonteado;
desavergonhado;

fig.,
entusiasmado;
exaltado.


-Du. Eu...
-Você tem de entender Luna.
-Mas...
-Antes de você se conhecer por gentes...
-Eu sempre achei que fosse um gato ...
- ô.O ...
- a.a" ...
-Até que você tem nome de gato...
-Eu sei...
-E cabelo...
- ... ... ... ... Cabelo? ... ... ...
-Luna.
-Quê?
-Atom heart Mother.
-Heim?
-24 minhutos...
-Uau! Dá pra ficar tanto tempo assim?
-Hã?!
-Nada não.
-Não estamos falando da mesma coisa...
-Talvez estejamos...
-É tão complexo...
-Eu sei.
-Não vale a pena viver sem isso...
-É muito gostoso mesmo.
-Quem??
-Isso.
-Música?
-Não. Sexo.
-A.
-Música também.
-Tem ritmo.
-Tem ritmo [2].
-Orgasmos musicais.
-Luna
-Sim Du.
-Tenho de aprender a diferenciar música de sexo.
-Não faço questão.
-...
- A música me deixa grávida de boas idéias.
-Por falar em grávida...
-Tô com fome.

DONER

D.U _orgasmos alimentícios

do Gr. orgasmós, movimento impetuoso dos humores
O BATERISTA. O vi. O encontrei. Me encontrou. Nos encontramos. No mundo. No fundo. Do poço.Do copo. De Amsterdam. De Rotterdam. No jazz. No rock.

BÊBADOS
.Juntos. Soltos. Livres. Exilados. Descontrolados.

LOUCOS
. Cheios. De vida. De Batida. Era perfeito. Concreto. Indiscreto. Abstrato. Foi armado. Destino. Ha! Cretino. Armou. A minha. A sua. A nossa. Destruição. Do coração? sentimento. Música. Contato. Imediato. De mentes. Altas. Imersas. Destrutivas. Masoquistas.

CONVITE. Bem vindo. Ao que? Quem? Você. Por que? Crescer. Dominar. Conquistar. O quê?
Pense. Repense. Lembre. Faça. O que? O futuro.

O futuro é NOSSO.

R.S.F

Toma conta do teu copo.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Sonhos

Tentativas infrutíferas de entender meus sonhos... sonho que alguém está tentando me matar. O tempo todo!! Já fugi de balas... Já matou todos os meus amigos no sonho. Já vi alguém esquartejado na privada. Acho que ta na hora de parar com esses sonhos. To meio paranóica.

notebook

Anotações durante as aulas:

O fato de não compreender as aulas é intediante, e acaba me estimulando a "viajar". Fico viajando sobre o Brasil. Como as pessoas vão me receber. O que vou fazer com cada uma quando reencontra-las...

Mom look!! The trees are naked! (Outono)

Auto flagelacão.

Quanto mais complexo e problemático, mais eu gosto. Posso considerar isso uma forma de masoquismo??

de Leopoldo Masoch, n. pr.


s. m.,
perversão sexual em que a pessoa só tem prazer sexual ao ser maltratada física ou moralmente;
por ext. prazer que se sente com o próprio sofrimento.



Eu sou masoquista.

Paris.

O que o homem busca? A perfeição. A luz, a sabedoria. Pensamento redundante... A consciência do todo. Assim sendo, a presença e a aceitação do nada. O NADA. Temo o nada...

Eu

A menina, a criança. Amo o ser humano e a nossa complexidade. Amo os sentimentos, e muitas vezes, o que fazemos para escondê-los. Amo pessoas problemáticas.

Outono

Tudo começou,
numa noite de outono.
Tudo começou,
Com você não estando aqui...

Não estando aqui.

não estando aqui...

Início...

a inocente garotinha chega a Holanda... Como sou tola. Eu sempre disse ser anormal, mas no fundo, sempre quis ser normal.Todos temem a solidão. Eu, faço parte do todo. Quando cheguei aqui, percebi que eu realmente não era normal. Aceitei. Já estava me preparando para isso.
Sou tão estúpida... Como posso negar-me, como posso negar-los a ter acesso aos meus textos pela internet? São tantos... Tantas histórias das coisas estúpidas que eu sempre faço... Vou começar a por em dia. Juro. Que vou TENTAR. Continuar a escrever aqui. =*